quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A Moda como ela realmente é. Entrevistando modelos.

Cesar Moraes, modelo residente em São Paulo, faz estréia neste blog no espaço "A Moda como ela realmente é". E nos revela a vida real de ser modelo no Brasil. Ainda conta pra gente que tem que ralar muito na moda pra conseguir status. Nem tudo é o que a moda tenta ser, existem muitas coisas por trás dos bastidores...



Nome: Cesar Moraes
Agência: L´Equipe
Idade: 23 anos
Cidade Natal: Mogi Mirim
Signo: Touro
Twitter: Cesahmoraes
Hobby: Ouvir música e tocar violão

Filme: Onde os fracos não tem vez
Um lugar legal de São Paulo: Rua Augusta
Um programa de TV bacana: Comédia MTV
Eu ouço:  Ramones, Foo Fighters, Vast, etc.
Quantas vezes malha na semana: 4 vezes
Cozinha: Filé de frango a Parmegiana
Blog ou site que você recomenda: Men´s Runway
Um sonho ou projeto para a vida:   
Abrir meu próprio empreendimento, e ser realizado nas minhas atividades profissionais, na área de alimentos e nutrição, por exemplo, que eu mantenho  o interesse, não necessariamente as de modelo ( hehe). Manter sempre fortes os laços com minha família, minha nova família e meus amigos, enfim todos que serão cada vez mais fundamentais no transcorrer da  minha vida.  E sempre guardar os bons momentos de tudo e de todos.
Cesar, você é modelo há 1 ano e meio em São Paulo, o que te fez entrar nesta carreira?
Na verdade eu assistia sem pretensão, mas com curiosidade. Quando aconteceu isso eu estava na faculdade. Me programei 2 anos para tentar entrar na área, não foi um sonho, foi uma oportunidade para eu ver como era, foi por acaso.
Que trabalhos até agora você considera importantes na sua carreira?
Do fashion eu considero mais importante os desfiles para alguns dos mais importantes estilistas do Brasil: Herchcovitch e Ellus.
Cesar, você já viajou para Milão no final do ano passado. Afinal, modelo para ser bom no Brasil precisa mesmo viajar? Fale dessa sua experiência.
Na minha opinião, se a intenção próxima do modelo for tornar-se ator, não necessariamente são essenciais sucessivas viagens ao exterior. Mas já se a intenção for uma carreira de modelo propriamente dita e por um certo período, para que haja sua evolução, é fundamental que nela exista um currículo carregado de viagens. Por uma série de motivos, como por exemplo,  a qualidade e volume de trabalhos existentes nos outros países, a importância no Brasil e nos próprios países destes trabalhos no portfólio, a experiência adquirida e elevação da qualidade do trabalho do modelo, que por fim valorizarão cada vez mais seu “passe”.  As viagens terão de ser uma coisa corriqueira.  A partir daí se o profissional decidir de vez ficar na terra natal, terá muito mais bagagem e segurança para se manter estabelecido e ai tentar ou não a carreira da dramaturgia, dependendo do gosto de cada um para o desfecho da carreira.
Qual foi a maior furada que você passou até agora na sua vida de modelo?
Quando eu era de uma agência menor, e ainda desconhecia as coisas, achei que tinha sido escalado para marcar presença em uma noite de autógrafos de lançamento de um livro de uma socyalite de São Paulo. Quando cheguei lá, comecei a ver que a coisa não era bem essa, na verdade eu teria que ficar entregando folhetos de propaganda do lançamento na porta do local para atrair mais curiosos. Além do mais comecei a me sentir mal porque havia comido alguma coisa do bufett de lançamento e ainda assim tive que continuar o trabalho. Nada do que havia sido me passado pela agência...que bom...né? haha.
Diz aí um fato engraçado na sua vida de modelo.
Eu tava fazendo a campanha publicitária da FNAC na qual  tínhamos que ficar suspensos em cadeiras de rapel. Toda hora que as fotos iam ser feitas, éramos puxados por assistentes para ficarmos mais altos. Em um momento em que eu estava suspenso, os produtores e os assistentes começaram a discutir o que seria melhor na foto e no calor da hora o assistente esqueceu que eu estava ali e largou a corda. Quando ele soltou a corda obviamente eu fiquei muito assustado e gritei achando que ia me espatifar no chão, mas felizmente a corda tinha uma trava que eu desconhecia, e depois do grito todos estavam calados olhando para  a minha cara que estava ainda mais branca, e começaram a rir de mim pelo ridículo.
Na sua opinião, existe alguma característica essencial para ser um bom modelo?Qual seria ?
Precisa ser carismático, sem dúvida, e mostrar segurança na hora de fazer o trabalho. Se divertir também com o trabalho, os produtores gostam disso. Se entregar ao trabalho é o que faz o bom modelo.
Nem tudo na vida é fácil, é preciso ralar muito na moda? Que dificuldades você enfrentou e ainda enfrenta na carreira de modelo?
É verdade, não é tão fácil como as pessoas pensam. E o dinheiro também não flui tão naturalmente como também pensam, principalmente no começo da carreira de modelos masculinos. Tem que se ter muita paciência para enfrentar logos períodos de espera em testes, esperando produtores e clientes, e mesmo assim não perder a compostura. Além do que a concorrência é muito grande, e ainda mais no começo de carreira os clientes podem não respeitar o profissional pelo excesso de oferta, principalmente no Brasil. Você vai ganhando espaço aos poucos, tem que suar muito para correr atrás dos trabalhos que você fez para usar como portifólio e o mesmo vale para os cachês. A agência não tem só você para cuidar, e não se esqueçam que ainda devemos uma parte dos trabalhos em porcentagem aos nossos representantes (ou seja a Agência). É preciso, também, ter no começo um certo investimento.Isso tudo sem perder a persistência e a motivação.

Herchcovitc 2010

Ellus 2010

Gooc 2010





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